25 maio 2007

Carta para a Folha de São Paulo

“Em texto publicado na edição de hoje, 23 de maio, desse jornal, publica-se uma arte que ilustra a referida reportagem intitulada "Os políticos na navalha", contendo grave equívoco que atinge a imagem do Governador do Estado de Sergipe, Marcelo Déda, e agrava a sua honra. Diferente do texto "Investigados citam 3 governadores do PT", na mesma página da Folha, a arte, publicada com destaque, exibe a foto do Governador de Sergipe e as de outros políticos, induzindo o leitor a acreditar que todos os ali exibidos estão envolvidos com o esquema descoberto pela Polícia Federal através da operação Navalha. Pior, declara textualmente que houve recebimento de "dinheiro do esquema" e que o governador Marcelo Déda é suspeito de tê-lo recebido das mãos do vice-governador Belivaldo Chagas. A frase tem nítido teor calunioso e afronta a realidade dos fatos, os dados constantes dos documentos relativos à investigação, aos quais a Folha informa que teve acesso, e conflita-se absolutamente com o teor da reportagem.

É fundamental esclarecer que o Governador Marcelo Déda não é "suspeito" de nenhuma prática delituosa, não foi indiciado nem está sendo objeto de tal investigação. Mesmo nas informações publicadas no corpo da matéria pela Folha, tendo por fonte, segundo a reportagem, documentos sigilosos da Polícia Federal, não se encontra base para tal ilação: o texto refere-se a diálogos em que o nome do governador é citado por terceiros sem qualquer referência a práticas delituosas, quanto mais como destinatário de dinheiro de qualquer esquema criminoso.

Se os repórteres observassem o contexto do documento e o apresentassem aos leitores, ficariam evidentes as reclamações e as queixas dos indiciados ouvidos através do "grampo" da PF. Em vários momentos fica evidente que a reunião que o Sr. Flávio Conceição pretendia ter, jamais se realizou; que o referido Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe afirma ter agido dentro daquela corte para impedir auditoria que o Governador determinara nos contratos da Companhia de Saneamento de Sergipe (DESO); que o atual governador é comparado ao anterior e criticado por não ter "operadores"; que Secretários do Governo de Sergipe, atual administração, são chamados de "incompetentes" e "rodas-presas", verdadeiras "tragédias", sendo o governo classificado como "travado". Tudo isso em razão dos grandes obstáculos e pelas dificuldades concretas que encontraram para continuar agindo sob a nova administração.

O governador Marcelo Déda, que foi prefeito de Aracaju por cinco anos e nunca teve a Gautama como contratada, jamais autorizou o vice-governador, ou qualquer secretário, servidor ou cidadão, a utilização do seu nome para quaisquer tratativas, conversas ou negócios envolvendo contratos ou interesses da administração pública. Se alguém o fez pretendeu exibir liberdades e intimidades que o Chefe do Executivo não lhe tinha deferido. Os negócios do estado são tratados dentro das normas legais e sob os princípios e regras do controle interno.


Por oportuno, e considerando o dano inestimável causado pela mencionada abordagem à imagem e à honra do homem público e do cidadão Marcelo Déda Chagas, solicitamos a devida correção com o mesmo destaque da informação equivocada.”

Governo de Sergipe