22 outubro 2007

Denúncia: Nota do movimento social Via Campesina

"Na reocupação, os trabalhadores rurais soltaram fogos de artifício e os seguranças que estavam na fazenda abandoram o local. Por volta das 13h30, um micro-ônibus parou em frente ao portão de entrada e uma milícia armada com aproximadamente 40 pistoleiros fortemente armados desceu atirando em direção às pessoas que se encontravam no local. Arrombaram o portão, executaram o militante Valmir Mota com dois tiros, balearam outros cinco agricultores e espancaram Isabel do Nascimento de Souza, que encontra-se hospitalizada gravemente ferida".

O investigador Miguel Zanella, da Polícia Civil de Cascavel, contou outra história, mas fez a ressalva de que só ouviu a versão dos seguranças. "Parece que os seguranças tinham sido rendidos pela manhã, quando houve uma troca de tiro. Depois voltaram e ocorreu o confronto. Mas é a versão deles".

Ele disse que houve erro "para tudo quanto é lado: da segurança, que não acionou a gente, e dos sem-terra, que estavam armados e reagiram".

Sobre as armas utilizadas, contou que na delegacia havia apenas um revólver calibre 38, mas que no momento do crime, havia no local várias espingardas calibre 12, segundo os seguranças.

A Via Campesina diz que a ocupação, realizada inicialmente em março de 2006, tem o objetivo de denunciar o "cultivo ilegal de reprodução de sementes transgênicas de soja e milho". E que a meta é transformar a área num "centro de agroecologia e de reprodução de sementes crioulas para a agricultura familiar e reforma agrária".

Via Campesina

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