17 janeiro 2008

Direito de Resposta

Acusações sem lógica e sem ética

“Em 13 de janeiro do corrente, o site “Novo Jornal” divulgou uma estranha notícia, intitulada “MG: deputado comanda Gangue do Orçamento”, atacando de maneira vil este Parlamentar, bem como, a todos os demais parlamentares mineiros.

A matéria começa afirmando: “considerados, no passado, um exemplo de virtudes na política nacional, políticos mineiros agora se destacam na corrupção”. Ora, como se não bastasse achincalhar com a reputação de todos os políticos mineiros, o site 'produz' uma série de acusações infundadas a meu respeito, dentre elas a de que “vinha sendo acusado, há anos, por diversas práticas ilícitas na tramitação do Orçamento da União na Câmara Federal”.

O site apresenta informações de fontes fantasiosas, como “congressistas” e/ou “subprocuradores”, sem identificá-los. Assim, acusado por fantasmas e anônimos, sem qualquer culpa, tenho que estabelecer a verdade e provar minha dignidade, honestidade e respeito pelos cidadãos mineiros, pelos Brasileiros.

Contudo, o que mais me surpreende é que se 'há anos' sou acusado, por que NUNCA fui indiciado? Por que sem ter sido intimado por qualquer órgão competente, é através de um 'site' que tomo conhecimento de tais acusações?

Perplexo e surpreso com tal falseta, não posso me silenciar diante de tamanhas acusações. Absurdas! Dentre elas, a de que estaria “vendendo a metodologia adotada para outros deputados federais”. O responsável por tal acusação desconhece a Câmara Federal! A Casa conta com uma competente equipe de consultores na Comissão Mista de Orçamento. Assim, nem o mais simplório dos Parlamentares deixaria de buscar informações com consultores especializados na matéria para fazer consulta a um igual.

É esse tipo de matéria, com acusações irreais e sem qualquer fundamento ou prova, que me fazem desconhecer este novo estilo de jornalismo no Brasil: o Jornalismo Surrealista, destituído de realidade e de ética.

A verdade é que é absolutamente impossível estar comandando a dita e desconhecida 'Gangue do Orçamento' denunciada e/ou criada pelo site. Pois, sequer integro a Mesa da Comissão Mista do Orçamento (CMO). Não sou presidente, relator, vice-presidente ou secretário. Não sou tão pouco, coordenador de bancada do meu partido na Câmara dos Deputados.

Neste sentido, muito me surpreende o 'poder' que me foi delegado pelo site de responsabilidade do Sr. Marco Aurélio Flores Carone.

Mal informado ou mal intencionado, o site afirma ainda que recebo percentagens das verbas que destino às prefeituras mineiras, seja das construtoras ou das próprias prefeituras. Outro exemplo de “Jornalismo Surrealista”, pois não sustenta a denúncia em nenhuma linha da matéria, não cita um único exemplo concreto de tal prática ilícita e, o que é pior, cita como fontes de sua fantasia membros anônimos do Ministério Público. Onde estão as provas de tantas denúncias? De tantos atos imorais e ilegais?!

Ora, se o Ministério Público ou a Procuradoria da República tivessem mesmo tais provas citadas, mas não apresentadas, pelo site, com certeza já teria sido indiciado. Ou não?!

A lista das emendas orçamentárias que fiz consta em meu site, com os nomes das prefeituras, volume de recursos e destinação. Tudo de forma transparente como deve ser.

Um meio de comunicação sério, responsável e ético, com certeza teria checado in loco tais informações e obras realizadas pelas prefeituras mineiras, cujos recursos são oriundos de emendas de minha autoria, antes de publicar essa fábula.

Há portanto, interesses escusos na matéria em questão, que caminham em direção contrária ao Código de Ética, que rege a conduta moral e legal de um Jornalista. O compromisso fundamental desse tipo de profissional deveria ser com a verdade. Contudo, está claro que neste caso, o 'irresponsável' pela publicação dessa notícia trata-se de pessoa sem escrúpulos, aético.

O artigo 14, inciso III, do Código de Ética do Jornalismo, reza: “o jornalista sempre deve ouvir antes da divulgação dos fatos todas as pessoas objetos de acusações não comprovadas, feitas por terceiros e não suficientemente demonstradas ou verificadas”. Daí, questiono por que não fui procurado pelo site denunciante? Por que omitiram então a versão do principal acusado? Quais interesses motivaram a contrariar frontalmente a própria ética jornalística?

Diante disso, fico agora com a ligeira impressão de ter contrariado interesses políticos de poderosos adversários, passando a ser alvo de retaliação. Assim, na falta de acusações consistentes, trouxe o site essa falseta, inventando fontes, fantasiando fatos, desrespeitando a ética, a moral e seus próprios leitores.

Apesar de ser democrata e grande defensor da liberdade de imprensa, não posso me calar diante de tanto abuso, falta de ética e profissionalismo. Como é de Direito, estarei procurando a via judicial para que o site 'Novo Jornal' aprenda a fazer um jornalismo sério e responsável. Pois, não estarei defendendo apenas minha honra e moral, como também a ética jornalística, base fundamental para que um profissional cumpra a sua nobre missão com a verdade dos fatos.”

Márcio Reinaldo Moreira é Deputado Federal pelo Partido Progressista (PP) de Minas Gerais

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