11 maio 2009

Cretinice ou bandidagem?

“É difícil encontrar um qualificativo quando se trata de definir ações premeditadas dos jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Zero Hora e nem tão pouco do “site Congresso em Foco” e de boa parte de seus quadros de dirigentes de redações, no sentido de distorcer os fatos da vida real. Sempre, é claro, protegendo seus cúmplices nas altas esferas do grande capital, e procurando difamar os que, na vida pública, se alinham com os interesses dos que vivem do trabalho e do salário.

Não. Não estamos retomando a vergonhosa e parcial cobertura dos episódios relativos a Gilmar Mendes, e o inexplicável habeas corpus a Daniel Dantas, versus a corajosa intervenção do ministro Joaquim Barbosa; ou a operação Satiagraha, conduzida pelo delegado Protógenes. Nesses episódios já ficou bastante claro de que lado se colocou os jornalões. E ficaram claros, também, seus fracassos nas tentativas de manipulação da opinião pública.

Estamos nos referindo à desonestidade do destaques dados nas edições de sábado, 9 de maio, a noticia sobre a utilização de passagens aéreas por parte da Senadora Heloisa Helena.

Estes jornalões sem vergonhas, com histórias marcadas pelas cumplicidades com o que houve de mais grave em ataques à democracia em nosso país, resolveram fazer manchete de páginas com a informação de Heloisa ter utilizado sua cota de bilhetes para deslocamento, entre Maceió e Brasília, de seu filho Ian.

Reparem bem o roteiro de viagem. Não se trata de Paris, nem Havaí.
Trata-se de deslocamentos entre Maceió e a capital federal, a base de trabalho da Senadora, como presidente do PSOL.

Mas os jornalões não operam pela lógica do s fatos objetivos ou da isenção em relação aos fatos. O que não é de surpreender, tendo em vista o descaramento com que atacaram entidades simbólicas - OAB e ABI - na luta contra a ditadura que apoiaram durante todo o tempo, marcando o Jornal Nacional, da Rede globo, como porta-voz do regime autoritário. O que não é de surpreender, tendo em vista o descaramento na omissão de qualquer notícia positiva sobre a senadora e o PSOL.

Os jornalões não citam em destaque, nem estampa fotos, quando as pesquisas mantêm a senadora em excelente posição nas pesquisas presidenciais, sempre à frente de Aécio Neves ou Dilma Roussef. Pelo contrário, citam e publicam as fotos dos que vêm depois dela.

Alguns leitores de jornalões tomaram conhecimento dos atos e mobilizações promovido pelo partido da Senadora, o PSOL, como o ato contra o ministro Gilmar Mendes, em frente ao STF, com mais de 500mpresentes? Não. Mas receberam as respostas, como sempre agressiva e oligárquica, que o ministro deu no dia seguinte, quando afirmou que juiz não deve ouvir o "qualquer um da esquina".

Os leitores dos jornalões não souberam também que, na cidade onde o jornal O globo é editado, um comício na Cinelândia com mais de 1500 participantes se realizou, por iniciativa do PSOL e da Fundação Lauro Campos, em protesto contra as manobras do capital, com apoio do governo Lula, para transferir aos trabalhadores o ônus da crise. Um comício onde se prestou solidariedade ao delegado Protógenes pelo combate a que se entregou contra o verdadeiro crime organizado em nosso País. Mais importante para os jornalões eram, naquele mesmo dia, noticiar que o senador Dornelles havia sido reeleito para a presidência de seu inexpressivo partido.

Lamentavelmente, na mesma noite, o noticiário televisivo da Rede Bandeirante mostrava sua submissão aos concorrentes, operando a notícia com a mesma desonestidade que os jornais o fizeram na manhã.

Enquanto o próprio Jornal Nacional se omitia sobre o fato, o jornal da Band dava destaque somente a Heloisa Helena no novo “furo de reportagem.” E mentindo, quando informou ter ela se recusado a dar entrevista. A senadora não havia sido contatada.
A Fundação Lauro Campos e o PSOL não reconhecem às organizações Globo, Bandeirantes nem outra empresa de comunicação nenhum papel de fiscal da moralidade pública. Pelo contrário. Lamentam que o poder adquirido por essas entidades empresariais, forjadas nos piores momentos do regime autoritário, que lhe deram cobertura no escandaloso acordo com a Time Life norte-americana, lhe permita o monopólio privado da formação de opinião. E por isso se empenham na luta constante pela transformação qualitativa de nossa sociedade, na qual o conceito de democracia se afirme não pela cretinice da "liberdade de opinião" dos donos de empresas de comunicação, mas, sim, da liberdade de opinião da cidadania como um todo, contra os poderes manipuladores desses proprietários de meios de comunicação.”

FUNDAÇÃO LAURO CAMPOS
PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE – PSOL

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